Feed zero: a nova tendência da Geração Z e os desafios para as marcas

Feed zero: a nova tendência da Geração Z e os desafios para as marcas

 

Muitas contas de usuários da Geração Z nas redes sociais não possuem nenhuma publicação. O que, a primeira vista, indica um controle de privacidade, ao evitar expor a vida pessoal na internet, na verdade é um indício de uma tendência que vem crescendo. O chamado “feed zero” também reflete a preocupação dos usuários com a saúde mental e o cansaço digital.

Afinal, todos estamos saturados da grande quantidade de estímulos digitais que recebemos diariamente. Além disso, os mais jovens parecem não se importarem tanto com a necessidade de validação social online e aprovações resumidas em curtidas e comentários.

Em resumo, observamos uma menor exposição pública, mais privacidade e mais controle sobre o que compartilha e com quem.

De acordo com a psicologia, esse cuidado sugere uma gestão consciente da autoimagem e controle de limites pessoais, resguardando experiências e o equilíbrio emocional.

Mas, e como fica a divulgação das marcas?

Neste contexto, é importante ter claro em mente que a disputa não será mais apenas de atenção e, sim, pelo reconhecimento de identidade com o usuário.

As redes sociais continuam cumprindo o seu papel de divulgação de serviços e produtos, mas marketing precisa ocupar um espaço mental na vida do usuário.

4 dicas do que as marcas podem fazer na prática para fidelizar os adeptos do Feed Zero:

  • Crie eventos e transforme o digital num espaço de documentação das experiências off-line: As descobertas e recomendações agora são pautadas pelas conexões reais. Para se fazer presente e se aproximar do público, promova ações e ativações para fortalecer o vínculo. Nesse contexto, as redes sociais deixam de funcionar apenas como um espaço de distribuição de conteúdo e assumem o papel de registros dessas experiências.
  • Aposte em conteúdos que promovam a conversa e o envio por direct, não somente a visualização: Apesar da Geração Z não postar nas redes sociais, eles ainda estão lá! Por isso, invista em conteúdos que gerem identificação e/ou humor, para que aumente as chances do material ser compartilhado via DM. A interação direta ainda continua valendo. Ou seja, não se esqueça de incentivar respostas em comentários e mensagens privadas.
  • Invista em comunidades e espaços fechados online: O engajamento está migrando em comunidades específicas de interações privadas, como close-up friends, assinantes, etc. Isso faz com que os usuários desses ambientes sintam-se num local mais intimista, longe da exposição direta do feed aberto.
  • Dê atenção ao SEO para as redes sociais: As plataformas Instagram, TikTok e YouTube estão sendo utilizadas como ferramentas de busca. Ao invés de contar que o algoritmo apresente e sugira seu conteúdo aos usuários, dedique-se a estudar e implementar o SEO para o seu conteúdo postado nas redes. Algumas dicas incluem a utilização de palavras-chaves nos títulos, legendas e descrições. Além disso, foque na produção de conteúdos que respondam as perguntas do público e invista em mini artigos, ou guias, de conteúdo completo.

Conclusão:

Na hora de construir e validar sua estratégia de posicionamento digital, tenha em mente que as redes sociais devem, primeiramente, conectar pessoas. Mas não se esqueça que elas são apenas uma ferramenta para isso, e não valores de vida.

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