18 tendências para redes sociais em 2026, via Hootsuite

18 tendências para redes sociais em 2026, via Hootsuite

Imagem de uma tela de celular com os ícones de redes sociais

Um novo relatório, publicado pela Hootsuit, a escritora e digital marketing, Cristina Newberry, listou 18 mudanças que estão remodelando a nossa relação com as redes sociais.

Uma das principais conclusões da pesquisa é que as tendências não são mais lineares: as identidades e as comunidades estão se tornando mais pessoais e promovendo uma aproximação do público. 

Do outro lado, a IA está se destacando na produção de conteúdo. Além disso, as redes sociais deixaram de ser apenas um local de compartilhamento de conteúdo e produtos e se tornaram canais de pesquisa dos usuários.

Confira os resultados completos da análise, com as tendências para as marcas se manterem relevantes em 2026 e dicas práticas para o seu negócio:

1 – Os algoritmos estão ganhando nuances

A cada dia eles estão mais sofisticados, sensíveis e capazes de interpretar contextos complexos. TikTok e Instagram parecem nos conhecer como ninguém na hora de apresentar novos conteúdos que, talvez, você nem saiba que estava precisando conferir!

Isso acontece por conta de uma definição chamada de “microcomportamentos”: por mais que você não tenha curtido, ou clicado em uma determinada postagem, o simples fato de não ter deslizado o seu feed no momento em que apareceu o vídeo de toucas de crochê para cachorros, se tornou um sinal para o algoritmo que você tem interesse naquele assunto. Assistir novamente o vídeo e pausá-lo demonstram ainda mais interesse.

Para manter o usuário por mais tempo nas plataformas, o algoritmo agora apresenta uma repetição de um tema, de múltiplas fontes enquanto rola a página.

A nova experiência social é baseada no que interessa aos usuários, não em quem eles seguem. Em vez de construir uma base sólida de seguidores, as marcas precisam desenvolver um profundo conhecimento pessoal do seu público-alvo. Depois, devem criar conteúdo que fale diretamente com essas pessoas em diversos formatos, o que exige muita experimentação. 

Aqui vão algumas dicas relacionadas a esse tópico:

    • Invista ainda mais em pesquisa de público: Você precisa entender três públicos: quem já te segue, quem já compra de você (principalmente clientes recorrentes) e o seu cliente ideal — mesmo que ele ainda não conheça sua marca. Com os novos algoritmos, conhecer bem os interesses desse público aumenta as chances de ele ver seu conteúdo.

    • Personalize seu conteúdo para cada plataforma: Seu público potencial no TikTok é muito diferente do seu público potencial no Facebook. Você precisa entender ambos e criar conteúdo que fale aos interesses específicos de cada grupo. 

    • Tenha sempre um chamariz: Atraia a atenção das pessoas nos primeiros três segundos para obter aqueles valiosos sinais de tempo de pairar. 

2. A autenticidade criada pelo ser humano prevalece, mas as ferramentas de IA são necessárias

As ferramentas de IA tornaram-se indispensáveis para o brainstorming e a criação e edição de conteúdo. O público das redes sociais não está rejeitando a IA por completo e, sim, está rejeitando a má qualidade do conteúdo gerado por IA.

Por isso, as marcas tendem a valorizar mais aquilo que parece ser humano e espontâneo, como uma gagueira, ou um leve erro de fala. A estratégia de até adicionar erros e imperfeições de propósito não é novidade, mas podem garantir repercussões de campanhas neste cenário.

Como integrar IA de forma responsável na sua estratégia de marketing?

    • Busque oportunidades para adicionar IA ao seu fluxo de trabalho para torná-lo mais eficiente sem tirar o lado humano do seu conteúdo.

    • Planeje conteúdo que mostre o lado humano da sua marca. Destaque seus processos, apresente seus funcionários ou mostre os bastidores para o seu público. 

    • A edição excessiva pode fazer até mesmo vídeos reais parecerem artificiais. Mantenha a profissionalidade, mas não busque a perfeição.

3.O conteúdo social deve se adaptar às buscas

Busca social é quando as pessoas usam redes sociais para pesquisar informações, em vez de recorrer apenas a buscadores tradicionais. Ela está evoluindo há alguns anos e, em 2026, a grande novidade será a multimodalidade.

Os usuários ainda podem digitar uma consulta sobre os melhores bares de Nova York na barra de pesquisa do TikTok ou do Instagram. Mas também podem usar a Busca Visual no TikTok ou no Pinterest para procurar conteúdo semelhante com base em imagens. Ou o Pinterest Lens para pesquisar a partir de uma foto. 

A busca por voz também entrou no chat, tanto por meio de ferramentas sociais como a Meta AI quanto por meio de mecanismos de busca tradicionais.

Como otimizar publicações em redes sociais para mecanismos de busca e para serem encontradas?

    • Incorpore técnicas de SEO em seu conteúdo para redes sociais. Pesquisa de palavras-chave, texto alternativo, legendas e palavras-chave de formato longo podem tornar seu conteúdo mais amigável para mecanismos de busca. 

    • Experimente com o AEO. Adicione posts curtos nas redes sociais que respondam diretamente a perguntas sobre o seu calendário de conteúdo. Use títulos em forma de pergunta e escreva legendas que respondam diretamente às perguntas.

    • Equilibre a criatividade com a otimização. Não exagere nas técnicas de AEO e SEO. Ajudar as pessoas a encontrarem seu conteúdo nas redes sociais é importante, mas isso só agrega valor se elas realmente gostarem do que veem.

4. As parcerias com criadores estão mudando para focar no ROI

O número de seguidores de um influenciador deixou de ser uma métrica crucial para as marcas escolherem com quais profissionais vão trabalhar. Até mesmo a taxa de engajamento deixou de ser tão importante quanto antes.

Agora, o que vale é o alinhamento com o público-alvo e a qualidade da narrativa. O objetivo é encontrar criadores para parcerias de longo prazo que gerem um ROI mensurável, em vez de publicações isoladas que criem alguma visibilidade, mas que não necessariamente se traduzam em ação. 

Como as marcas podem alinhar parcerias com criadores de conteúdo aos seus objetivos de negócios?

    • Defina metas claras para o seu programa de criadores, vinculadas a um impacto real nos negócios: Curtidas são legais, mas sinais de conversão são melhores. Defina o que significa ROI para cada parceria.

    • Considere uma campanha com KOLs (Key Opinion Leaders): Os KOLs possuem conhecimento específico em seu nicho e gozam de grande confiança do público. Podem ser caros, mas geram resultados expressivos quando há uma boa sinergia com a marca.

    • Estabeleça um processo de avaliação rigoroso para potenciais parceiros: Ferramentas como o Talkwalker podem ajudar a avaliar a reputação, a autoridade e a opinião do público.

5. As redes sociais estão se tornando uma fonte primária de dados e pesquisas

As marcas estão utilizando as redes sociais para coletar dados dos usuários com consentimento. Este contato social, através de assinaturas, eventos ao vivo e quizzes, ajudam a obter informações sobre o mercado do consumidor numa velocidade mais rápida do que as pesquisas tradicionais podem indicar.

Esses dados podem ser aplicados na orientação para o desenvolvimento e posicionamento de novos produtos, por exemplo, antecipando tendências, intenções e sentimentos.

Melhores práticas para usar as redes sociais como fonte de dados primários:

    • Aprimore suas habilidades de monitoramento de mídias sociais: O Talkwalker pode ajudar a descobrir informações valiosas por meio de algumas perguntas simples, guiadas por IA. 

    • Considere adicionar à sua equipe uma função especializada em cultura e escuta social: Os dados das redes sociais, gerenciados por um especialista interno, podem impactar todas as áreas da marca.

    • Teste a automação de mensagens diretas e/ou campanhas de conteúdo restrito para geração de leads: Crie uma publicação nas redes sociais promovendo um white paper, relatório ou outro recurso de conteúdo restrito e use mensagens diretas automatizadas para coletar leads.

6. As identidades estão se fragmentando entre os aplicativos de redes sociais

Ter uma voz de marca consciente é necessário, assim como também é importante adaptar o conteúdo para cada plataforma. Os usuários de redes sociais agora mantêm múltiplas identidades em diferentes aplicativos. 

Um CEO que publica sobre estratégia de negócios no LinkedIn, por exemplo, pode ter uma conta no Instagram dedicada a cervejas artesanais e um perfil ativo no Reddit focado em impressão 3D. 

Essas missões secundárias oferecem espaço para explorar diferentes personalidades dentro de diferentes comunidades. E as marcas precisam seguir o exemplo.

Uma voz de marca única, inflexível e homogêneo, é menos eficaz quando o público interage com as marcas por meio de diversos pontos de contato em diferentes contextos de comunidades online. Nesse cenário, as marcas precisam descobrir como criar identidades flexíveis que preservem os elementos essenciais da verdade da marca. 

Como as marcas devem gerenciar múltiplas identidades sociais?

    • Defina a essência da sua identidade: Em vez de se concentrar na voz, identifique os elementos centrais do propósito da marca. Embora a identidade e a voz possam variar de acordo com a plataforma, é fundamental manter-se fiel aos princípios básicos da sua marca.

    • Mapeie as identidades das suas plataformas de acordo com a intenção do usuário: Use dados de monitoramento de mídias sociais para entender o que as pessoas esperam do seu nicho em cada plataforma e que tipos de ações elas realizam. Adapte sua estratégia de conteúdo de acordo com isso, se for necessário.

    • Defina metas diferentes para cada conta: Atribua a cada conta um propósito claro e estabeleça KPIs únicos e relevantes para mensurar o impacto real nos negócios. 

7. A análise criativa de padrões está impulsionando a experimentação rápida

Em vez de identificar quais publicações tiveram melhor desempenho, os profissionais de marketing agora podem usar IA para analisar padrões criativos para investigar o porquê determinado conteúdo obteve melhores resultados. 

As ferramentas agora examinam elementos recorrentes, em grandes volumes de dados de redes sociais, para entender quais padrões impulsionam consistentemente o desempenho. 

Neste contexto, é importante destacar que, ao mesmo tempo, as plataformas sociais também estão constantemente adicionando e alterando seus recursos, funcionalidades e algoritmos. O que funcionou ontem pode não funcionar amanhã.

Além de trazer mais agilidade na hora de realizar testes A/B, é possível também analisar o gancho, o tom, o ritmo e estrutura do conteúdo. Em 2026, as marcas precisarão encontrar um equilíbrio entre publicar com frequência suficiente para manter a atenção e obter insights rápidos, ao mesmo tempo que mantêm a qualidade do conteúdo.

Como as marcas podem transformar análises em insights criativos?

    • Crie um plano de análise: Familiarize-se com as ferramentas de análise de mídias sociais e com o que elas podem fazer. Desenvolva um plano claro para implementar insights criativos em sua estratégia de conteúdo com frequência. 

    • Estabeleça os pilares do seu conteúdo: Ter claro os conceitos a serem aplicados e os objetivos que se esperam com isso, ajuda a construir a confiança da marca e estabelece autoridade. Como diz Mosseri, é mais fácil repetir conceitos do que começar do zero todos os dias.

    • Adote ferramentas baseadas em IA: Você não consegue fazer tudo sozinho. Nesses casos, a IA pode ajudar no processamento de grandes volumes de dados em tempo real, transformando interações brutas em insights acionáveis que seriam impossíveis de obter manualmente.

8. As marcas estão adotando uma mentalidade criadora

Colocar as equipes na frete das câmeras faz com que o conteúdo pareça mais autoral, com elementos de narrativa e edição baseados na personalidade da marca.

Os criadores de marcas de sucesso estão se tornando influenciadores e impactando significativamente o desempenho da marca. Entre os proprietários de pequenas empresas, que também atuam como uma equipe de mídias sociais composta por apenas uma pessoa, 65% afirmam estar se tornando criadores de conteúdo para mídias sociais.

Exemplo claro disso é o TikTok, em que as marcas contam melhor as histórias por meio de pessoas reais.

As marcas de maior sucesso são aquelas que conseguem combinar tendências, aprendendo com as análises criativas, para aprimorar o conteúdo e personalidade da marca, seja qual for a forma que ela assuma.

Como as marcas podem se comportar mais como criadoras de conteúdo nas redes sociais?

    • Identifique os criadores em potencial dentro da sua equipe: Quem está interessado em aparecer em frente às câmeras? Vocês já têm alguém com talento natural para isso, ou é necessário treinamento? Não force ninguém a assumir um papel de destaque se essa pessoa não se sentir confortável.  

    • Simplifique seus fluxos de aprovação: Nada sufoca a criatividade como uma avalanche de feedbacks em grupo. Estabeleça diretrizes claras para as redes sociais a fim de proteger sua marca e, em seguida, permita alguma flexibilidade à sua equipe. Use uma ferramenta de gerenciamento de mídias sociais com fluxos de aprovação integrados para simplificar o processo. 

    • Interaja com seu público: Criadores de conteúdo não postam e desaparecem. Mantenha seus criadores de conteúdo engajados nos comentários, reforçando a ideia de que uma pessoa real administra a conta. 

9. O LinkedIn está em sua era criativa

O LinkedIn, que antes era uma rede profissional bastante formal e servia principalmente como plataforma de recrutamento, se consolidou como uma verdadeira rede social. Com essa transição, vem o foco na criação de conteúdo.

Durante esse ano, a rede será um espaço muito mais expressivo e visual do que víamos no início de 2025. 

Isso se deve em parte à mudança demográfica da plataforma: os usuários entre 25 a 34 anos compõem a maior faixa etária no LinkedIn, representando 33% do total. Na sequência, com 20% estão os mais jovens, de 18 a 24 anos.

Um dos motivos para essa mudança de perfil dos usuários está na decisão da plataforma em investir mais em vídeos e apoiar os criadores de conteúdo.

Novos recursos de insigths foram adicionadas para permitirem aos rastrearem os seguidores e as visualizações de perfil geradas por cada publicação, envio, salvamento e cliques em botões personalizados. A plataforma também adicionou um microsite completo e uma página de destaque com dicas para ajudar criadores de conteúdo a terem sucesso. 

Tudo isso está tornando o LinkedIn um lugar mais envolvente. Enquanto os uploads de vídeo aumentaram mais de 20% em 2025, os comentários no LinkedIn cresceram 24%.

Melhores práticas para conteúdo criativo no LinkedIn:

    • Crie uma personalidade para sua marca no LinkedIn: Líderes de alto escalão são ótimos defensores da marca na plataforma, mas não são a única opção. O importante é injetar criatividade na sua estratégia para o LinkedIn.

    • Invista em vídeos: O LinkedIn se tornou um ambiente dinâmico. Usuários que publicam vídeos notam um aumento de até três vezes no número de seguidores.

    • Incorpore as três principais recomendações de vídeo do LinkedIn: Adicione um breve texto de destaque na tela, inclua legendas fixas e incorpore elementos visuais para diversificar o conteúdo.

10. A cultura caótica da Geração Alfa está moldando novas normas de conteúdo

Para os nascidos entre 2010 e 2024, ou seja, uma geração 100% nativa digitalmente, a narrativa está sendo substituída pela aleatoriedade, repetição, áudio distorcido, legendas agressivas e sobrecarga sensorial.

Quase dois terços (61%) dos adolescentes americanos de 13 a 17 anos usam o TikTok diariamente e 21% afirmam estar na plataforma “quase constantemente”, de acordo com o Pew Research Center.

Se você está direcionando seu marketing para pessoas com menos de 30 anos, a cultura do TikTok é a cultura do seu público. Essa linguagem visual “caótica” está moldando a próxima geração de consumidores e impactará o branding visual nos próximos anos.

Melhores práticas de marketing para a Geração Alfa:

    • Priorize a fluência cultural: Use ferramentas de monitoramento de mídias sociais para observar ativamente a cultura da Geração Alfa no TikTok, incluindo temas e sentimentos relevantes. Salve exemplos que tenham bom desempenho e discuta os motivos pelos quais funcionam. Busque insights culturais com os membros mais jovens da sua equipe. 

    • Incorpore elementos do caos sem exagerar: Incorpore elementos visuais da cultura do caos, com cautela, mas não tente se apropriar do estilo para conteúdo promocional de uma forma que vá contra a identidade central da sua marca.

    • Reavalie sua pesquisa de público: Se seu público-alvo tem mais de 30 anos, ele pode ficar confuso (ou até irritado) se você abordar somente essas tendências. Não se deixe levar por essa mudança cultural a menos ela seja benéfica para sua comunidade. 

11. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional continua sendo um pilar fundamental para os Millennials e a Geração Z

Em contraste com o caos da tendência anterior, o conteúdo sobre cultura de burnout no escritório, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e desafios do trabalho híbrido transmite relevância emocional para os Millennials e a Geração Z. 

As discussões sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional apresentam uma tendência muito mais positiva e constante. O público defende ativamente a flexibilidade, a saúde mental e cargas de trabalho sustentáveis, com os trabalhadores mais jovens, em particular, considerando o equilíbrio como algo inegociável, e não apenas um benefício.

A conclusão é simples: marcas e empregadores que priorizam a flexibilidade, modelos híbridos e o bem-estar dos funcionários se alinham mais naturalmente aos valores do público.

Reflexões sobre frustrações, ansiedades e pequenas vitórias compartilhadas, ajudam a humanizar as marcas e são ótimas oportunidades para criar uma verdadeira fidelidade à marca.

Para marcas B2B e contas de empregadores existe a oportunidade de focar na empatia e demonstrar um ambiente de trabalho saudável. 

Já as marcas de consumo podem explorar conceitos relacionados ao autocuidado, ao estabelecimento de limites e ao aproveitamento máximo do tempo pessoal. 

Como as marcas devem abordar o conteúdo sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional para a Geração Z e os Millennials?

    • Programe seu conteúdo para obter o máximo de engajamento: Esses temas podem capturar a atenção no meio da semana, quando o público provavelmente começa a sentir o cansaço da semana de trabalho.

    • O foco é construir comunidade, não vendas: Empatia é a palavra-chave, então esses tópicos de conteúdo não são adequados para propaganda direta de produtos. 

12. A cultura da nostalgia e da releitura está impulsionando a fidelidade à marca na Geração X

Os millennials e a Geração Z recebem a maior parte da atenção nos círculos de marketing digital, com a Geração Alfa ganhando mais destaque à medida que entram na adolescência. Mas a Geração X, dos nascidos entre 1965 e 1980 é, na verdade, a geração que impulsiona a maior parte dos gastos globais: US$ 15,2 trilhões em 2025.

A Geração X está nas redes sociais e sendo influenciada pelo que vê nelas. 92% dos membros da Geração X usam redes sociais diariamente, e até mesmo 28% da base de usuários do TikTok pertence a essa geração.

Enquanto a Geração Alfa se inclina para o caos absurdo e os Millennials e a Geração Z se identificam com memes do ambiente de trabalho, para a Geração X, a nostalgia é o principal ponto de conexão. 

Para as marcas, a tendência “Se você se lembra” é uma maneira fácil de despertar sentimentos de nostalgia nesse grupo que está entrando em uma nova fase da vida.

Como criar conteúdo nostálgico para a Geração X:

    • Busque autenticidade e evite clichês: Campanhas nostálgicas têm grande potencial para gerar sentimentos positivos no público da Geração X, mas somente quando não são clichês. Talvez seja o momento de consultar os membros mais experientes da sua equipe ou incorporar conteúdo gerado pelo usuário.

    • Conecte-se com influenciadores: Os influenciadores da Geração X têm uma forte conexão com seu público, o que pode gerar fidelidade e retenção reais da marca. 

    • Repense sua estratégia de marketing em diversas plataformas: A Geração X está migrando para o TikTok, mas ainda é mais comum encontrá-la no Facebook ou Instagram. Certifique-se de que sua estratégia nessas plataformas seja sólida para alcançar esse público.

13. O otimismo frugal e o slow living estão se tornando cada vez mais populares

A estética aconchegante e relaxante está em alta como uma reação ao caos hiperconectado. Usuários de redes sociais sobrecarregados pelo volume de conteúdo buscam silêncio, beleza e curadoria. 

Tudo isso está criando demanda por extensões presenciais e offline de interesses online: “clubes” presenciais, experiências, saunas, festas sem celular. As marcas podem tirar proveito dessa tendência oferecendo experiências táteis na vida longe das telas.

Melhores práticas de marketing na era do slow living:

    • Busque maneiras de adicionar experiências offline à jornada do cliente: Isso pode ser algo tão simples quanto uma embalagem bem pensada e agradável.

    • Analise os dados da audiência para identificar pontos de conexão offline: Procure por grupos geográficos de clientes que possam viabilizar um evento offline ou uma loja pop-up.

    • Destaque a qualidade do seu produto: O consumo excessivo é constrangedor e não ajuda na performance. Mostre a durabilidade dos seus produtos para justificar o investimento em qualidade.

14. Ansiedade em relação à IA x plataformas sociais nativas de IA

Nos últimos dois anos, a criação de conteúdo por IA entrou em ascensão. De um lado, as pessoas afirmam que estão mais confiantes em identificar o conteúdo gerado por IA e, do outro, feeds exclusivamente feitos à base de IA estão ganhando mais visibilidade.

A maioria das plataformas de mídia social exige que o conteúdo gerado por IA seja identificado. Embora os criadores nem sempre sigam essa regra, as marcas correm riscos muito grandes se desrespeitarem os termos de uso.

Como as marcas devem usar a IA sem perder a confiança do público?

    • Fique atento às ferramentas:. Os profissionais de marketing precisam saber quais novas ferramentas de IA estão surgindo, mas não é necessário usar todas só porque existem. Em vez de se concentrar apenas na criação de conteúdo, procure ferramentas de IA específicas para mídias sociais.

    • Priorize a confiança: Nunca use ferramentas de IA para tentar enganar seu público. Rotule o conteúdo gerado por IA conforme necessário e evite corroer a confiança.

15. A Fastvertising está revolucionando o calendário de conteúdo

A criação de campanhas publicitárias em tempo real, conectadas a eventos culturais atuais, tendências ou memes, está ajudando as marcas a melhorarem o timing para assuntos em alta, sem perda da qualidade.

Na era do efeito bola de neve, é possível que os algoritmos recompensem esse comportamento de seguir a tendência. E o público parece fazer o mesmo: 25% dos profissionais de marketing afirmam ter viralizado com conteúdo impulsionado por tendências. 

Como adaptar seu calendário de conteúdo para momentos em tempo real:

    • Incorpore a análise de tendências ao seu planejamento de conteúdo: Alguns momentos culturais surgem sem aviso prévio, mas boas ferramentas de análise e previsão de tendências, como o Talkwalker, podem ajudar você a se manter à frente da concorrência. 

    • Use ferramentas colaborativas como uma rede de segurança: O potencial de erros aumenta quando você está criando em alta velocidade. Utilize ferramentas de colaboração e fluxos de trabalho de aprovação para detectar erros críticos antes da publicação. 

    • Ajuste seu calendário de conteúdo conforme necessário: Acompanhar uma tendência pode exigir que você ajuste as postagens já agendadas. 

16. Defesa da marca pelos funcionários significa autenticidade amplificada

A defesa da marca pelos funcionários oferece às marcas um nível adicional de autenticidade. As pessoas confiam mais em outras pessoas do que em marcas impessoais. 

A defesa da marca por parte dos funcionários pode assumir muitas formas. O modelo mais simples é incentivar os funcionários a compartilhar conteúdo da marca em seus canais pessoais de mídia social para aumentar o alcance da marca e agregar credibilidade.

Mas pode evoluir até mesmo para um programa de embaixadores da marca, em que funcionários de toda a empresa estão altamente envolvidos na criação de conteúdo exclusivo. 

Capacitar os funcionários para ajudar a promover a marca pode fortalecer a cultura da empresa, ao mesmo tempo que oferece ao público uma visão dos bastidores.

Como transformar funcionários em porta-vozesda marca:

    • Defina com clareza os objetivos do seu programa de defensores da marca por parte dos funcionários: Como em todas as estratégias de marketing, você precisa de objetivos claros para alcançar resultados reais. Você pretende apoiar o recrutamento? A geração de leads? As vendas sociais? O reconhecimento e a confiança na marca? 

    • Recrute embaixadores da marca entre os funcionários: Identifique os principais criadores de conteúdo dentro da sua empresa. Busque representatividade em diferentes perfis, funções e áreas de especialização. 

    • Configure seus sistemas: Crie um plano para criação e compartilhamento de conteúdo, com o apoio de ferramentas de engajamento do colaborador.

17. Microdramas se tornam populares

Em 2025, vídeos curtos de narrativa e conversação (também conhecidos como microdramas) se tornaram populares. As microsséries existem em três formatos principais: Programas de bate-papo informais e sem roteiro, Conteúdo dramático roteirizado (mininovelas) e também incluem os trechos curtos de podcasts.

As marcas agora contratam “clippers”, que dividem vídeos longos em pequenos trechos e os divulgam em diversas redes sociais, aumentando as chances de viralização por conta do grande volume de conteúdo.

Como as marcas devem usar conteúdo serializado em 2026?

    • Crie clipes a partir de conteúdo extenso já existente: Se você já possui vídeos longos, comece a dividi-los em partes menores. Ou então, utilize uma ferramenta com inteligência artificial para criar roteiros de vídeos para redes sociais a partir de textos mais longos, como posts de blog.

    • Veja quem já está compartilhando seu conteúdo: Com ferramentas específicas é possível encontrar sua marca em vídeos nas redes sociais, mesmo quando você não está marcado nas publicações. Veja quem já está compartilhando nossos vídeos para obter insights sobre o que está funcionando e possíveis parcerias futuras. 

18. O Substack se tornou uma plataforma social

As marcas estão utilizando as redes sociais para coletar dados dos usuários com consentimento. Este contato social, através de assinaturas, eventos ao vivo e quizzes, ajudam a obter informações sobre o mercado do consumidor numa velocidade mais rápida do que as pesquisas tradicionais podem indicar.

Esses dados podem ser aplicados na orientação para o desenvolvimento e posicionamento de novos produtos, por exemplo, antecipando tendências, intenções e sentimentos.

Melhores práticas para usar as redes sociais como fonte de dados primários:

    • Aprimore suas habilidades de monitoramento de mídias sociais: O Talkwalker pode ajudar a descobrir informações valiosas por meio de algumas perguntas simples, guiadas por IA. 

    • Considere adicionar à sua equipe uma função especializada em cultura e escuta social: Os dados das redes sociais, gerenciados por um especialista interno, podem impactar todas as áreas da marca.

    • Teste a automação de mensagens diretas e/ou campanhas de conteúdo restrito para geração de leads: Crie uma publicação nas redes sociais promovendo um white paper, relatório ou outro recurso de conteúdo restrito e use mensagens diretas automatizadas para coletar leads.

 

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